PAI: O CAMINHO PARA O MUNDO

O progresso vem principalmente do pai. Quando a mãe quer manter os filhos longe do pai, ela os mantêm longe do progresso. O movimento vai através da mãe para o pai e através do pai para o mundo. Assim o filho fica completo. Não aceitar ao pai é não aceitar a sua realidade, o que já compõe você. Nós como filhos, temos dificuldades de encarar os pais como os seres humanos que são. Imaginamos e esperamos deles coisas que atravessam o limite do justo e possível. O pai, dentro do sistema familiar, tem o papel da ordem, da rigidez e da autoridade. No mundo, temos dificuldades de compreender esses papéis. Quando este assunto entra em nossa casa, na figura de um homem do qual esperamos somente o amor idealizado na nossa mente, o conflito se instala. Um bom caminho de volta aos braços do pai é ver o que verdadeiramente o move. O Amor escondido em atos de humanidade. É dar a ele o tamanho devido, não imaginário. Bert Hellinger nos instrui a deixar com os pais o que pertence ao destino deles, com tudo o que faz parte e tudo que faz falta. É necessário reconhecê-los como pessoas normais e comuns e que vieram de seus próprios emaranhamentos. Aqui talvez valha olhar para si próprio e as dificuldades que não se consegue resolver. Se estamos no caminho da vida em algum momento podemos nos tornar pai ou mãe, e carregaremos para esta experiência o que nos compõe hoje, com todas as dores e amores. Nossos pais estiveram nesta mesma posição, por vezes influenciados por algo que não conseguiram escapar. De uma coisa temos certeza: O filho que se alinha ao pai, independente do destino que lhe coube, é mais apto e leve para seguir adiante. Com o tempo as peças se ajustam e o nosso caminhar prospera com ele no coração. Fonte - Excerto de: https://iperoxo.com/2017/08/10/pai-o-caminho-para-o-mundo-constelacao-familiar-de-bert-hellinger/ Imagem: Internet