INTIMIDADE, A MÃE INTERNA E O MASCULINO DESPERTADO - por Bethany Webster

Todos os relacionamentos começam e terminam na separação, exceto pelo relacionamento com nossas mães, que começou em uma unidade; em uma identidade fundida. Quaisquer déficits que sentimos nesse relacionamento primário, naturalmente, são projetados para fora em outras pessoas ou situações. A impressão do anexo naquela díada primária torna-se a lente através da qual vemos todas as relações subsequentes.


Uma das principais tarefas no processo de cura da ferida da mãe é identificar nosso "fosso materno" e conscientemente preencher essa lacuna. Nos nutrir de dentro de nós mesmos, ao invés de pedir inconscientemente aos outros que façam isso por nós.


Nossas parcerias românticas podem servir como potentes laboratórios para transformar as narrativas limitantes de nossa infância. A fase inicial do romance pode redespertar o sonho de infância da "mãe inesgotável" com a sensação de mistura, pertencimento, maravilha e sensação de regresso à casa. Com o tempo as falhas e limitações de nossos parceiros podem redespertar o sofrimento sobre a perda desse sonho de infância. Essa sensação de perda pode desencadear a experiência do "buraco negro" da ferida da mãe - a impotência de sentir-se sozinha como uma criança, com a dor insustentável, o terror e a inquietação.