Indicação de leitura

Quando fala de sua juventude, o senhor fala mais da sua mãe e menos do seu pai? Tenho percebido, cada vez com maior clareza, que o decisivo para nós começa com a mãe. Naquela época, como é natural, não percebi o que minha mãe realmente significou para mim. Só o consegui muitos anos mais tarde, numa terapia. Então tomei consciência de que minha mãe sempre esteve presente. Somente então ficou claro para mim o que significa isso. Ela cozinhava, lavava, costurava, fazia tudo - sem se queixar, com toda naturalidade. E lutou por mim. Meu pai era muito severo. Isto pesou, às vezes, em minha infância. Apenas mais tarde pude perceber como ele foi importante para mim, justamente por causa dessa severidade. Tive uma bela experiência a respeito. Contei certa vez em Berkeley, a um conhecido terapeuta, Stanley Keleman, que nesse particular eu tive uma juventude difícil. Ele olhou para mim e apenas sorriu. Depois comentou: "Mas você é forte". De repente, percebi a força que me vinha de meu pai e como ele tinha sido importante para mim com o seu rigor. Sinto-me profundamente ligado a ele. Isso não foi sempre assim? Não, foi uma evolução, como em todos os filhos. Bert Hellinger, no livro: Um lugar para os excluídos. Página 22. (Excerto autorizado pela editora: texto curto para fins de citação). #constelações #constelaçõesfamiliares #berthellinger #alinekenyterapeuta