COMO ME TORNEI UM GUERREIRO - Por Jeff Foster

Houve um tempo em que fugia do medo, então o medo me controlava. Até que aprendi a segurar o medo como um recém-nascido - ouvi-lo, mas não ceder. Honrá-lo, mas não o adorar. O medo não podia mais me impedir. Eu entrei com coragem na tempestade, ainda tenho medo, mas ele não me tem.

Houve um tempo em que eu tinha vergonha de quem eu era. Eu convidei a vergonha para o meu coração. A deixei queimar. Ela me disse: "Estou apenas tentando proteger sua vulnerabilidade". Agradeci à vergonha, e entrei na vida de qualquer maneira, sem vergonha, com a vergonha como minha amante.

Houve um tempo em que tive muita tristeza, enterrada bem no fundo. Eu a convidei para sair e brincar. Eu chorei oceanos, os meus canais lacrimais estavam secos. Encontrei a alegria ali mesmo, bem no centro da minha tristeza. Foi o desgosto que me ensinou a amar.

Houve um tempo em que tinha ansiedade. Uma mente que não parava. Pensamentos que não silenciavam. Então parei de tentar silenciá-los. Larguei da mente, fui para a terra, para a lama - onde fui abraçado fortemente como uma árvore, inabalável, segura.

Houve um tempo em que a raiva queimou nas profundezas. Chamei a raiva para a luz de mim mesmo. Senti seu poder chocante, deixei meu coração bater e meu sangue ferver.

Escutei, finalmente.